segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os mineiros pioneiros, Victor & Leo.

Não é preciso muita coisa, basta observar quando seu coração palpita fortemente por uma foto, uma canção, um vídeo, uma entrevista ou uma participação em qualquer programa de televisão. Basta passar os dias com o pensamento longe, nos palcos, estradas, entrevistas, fotos... Basta se pegar chorando no meio da noite, de felicidade, orgulho ou tristeza, por talvez nunca ter chegado perto de quem se deseja. Basta não esperar nada em troca, pra você perceber que você está completamente apaixonada. Mais não é qualquer amor, é amor de fã, o mais recíproco dos recíprocos amores.

Foram todos esses sinais que eu tive aos meus 12 anos, quando, sem mistério algum, fui tragada pela grande admiração a dois mineirinhos, que sairam de Ponte Nova diretamente para o meu coração: Victor & Leo. Não conhecia-os por mídia, pois nunca fui muito ligada nessa de assistir televisão, apenas escutava música. Então ouvi no rádio o anuncio do show, em dois meses Victor & Leo iriam para a cidade que eu morava. Fiquei interessada, passei a escutar algumas músicas deles; vozes absurdamente lindas, umas músicas de letra sem igual. Apaixonei-me. Pedi para que minha mãe comprasse um DVD deles, e mesmo estando em um período terrível (com notas baixas e afins) ela comprou. Eu não conseguia parar de ouvir, aquelas músicas, o toque autodidata daquele violão, o carisma e a simpatia dos dois irmãos havia me conquistado inteiramente. Pedi então para os meus pais que me deixassem ir ao show, mais infelizmente, mesmo depois de tanto implorar, eles não me deixaram ir.

Na época eu jogava futebol (muito mal, mais sonhava alto), e vendo que aquele show significava muito pra mim, algumas amigas se reuniram e resolveram ficar comigo na porta do hotel. Passamos boa parte da tarde sentadas nos bancos em frente ao hotel, na avenida Frei Serafim; teria sido bem mais fácil ter ido no aeroporto, mais para nossa surpresa, eles não passaram por lá, foram direto para o ônibus. Esperamos, três, quatro, cinco horas, nada. Eu estava a ponto de desistir, quando vejo aquele ônibus preto, vindo em direção ao hotel. Gelei dos pés a cabeça, eu não conseguia me mexer, apenas olhava perplexa a medida que eles se aproximavam, vi então um corredor de seguranças se formarem, fiquei desesperada, com medo de não conseguir o que queria. Como o show seria em poucas horas, eles estavam apressados; sairam rapidamente do ônibus, acenando para os fãs. Pareciam dois deuses, lindos, simpáticos. Gritei o Victor, ele acenou e sorriu pra mim; logo em seguida o Leo fez o mesmo gesto. Não tive a oportunidade de entregar em mãos a carta que fiz pra eles, então entreguei para o 'Gaúcho', o sanfoneiro da banda, e pedi em meio as lágrimas que ele entregasse a qualquer um dos dois, ele sorriu simpaticamente e me garantiu que iria fazer o que pedi. Não sei se as vinte e cinco folhas escritas em um mês e meio foram entregues, mais a sensação de ver o sorriso deles, foi como estar no céu. Logo depois, tiveram outros shows e eu prestigiei... Foram momentos mágicos que jamais esquecerei. Hoje levo os mineirinhos pra onde quer que eu vá, as músicas, os exemplos de vida. E o meu amor de fã cresce cada dia mais, oculto, aqui dentro de mim, sendo expresso por lágrimas e sorrisos. Como eu amo amar vocês.

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